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Deputados do PL negam ao STF envolvimento em esquema de propina

Pastor Gil e Bosco Costa rejeitaram acusações; Josimar Maranhãozinho preferiu silêncio

Por: Isadora Gomes

28/08/202517h30

Os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa, todos do PL, foram interrogados nesta quinta-feira (28) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de organização criminosa e corrupção passiva. A denúncia, aceita em março pela Primeira Turma da Corte, aponta que os parlamentares teriam exigido R$ 1,66 milhão em propina do então prefeito de São José do Ribamar (MA) em troca da liberação de uma emenda parlamentar de quase R$ 7 milhões ao município. As informações são da CNN.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom | Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom | Agência Brasil


Durante o interrogatório, Gil e Costa negaram participação no esquema e alegaram serem vítimas de acusações infundadas, baseadas em provas frágeis. Gil confirmou ter recebido R$ 200 mil de Maranhãozinho, mas afirmou que o montante se tratava de um empréstimo pessoal para pagar aluguel de carro e a compra de um lote. Já Costa negou conhecer tanto o ex-prefeito Eudes Sampaio quanto o agiota Pacovan, apontado como intermediário do esquema.

Apontado como líder da organização criminosa, Josimar Maranhãozinho optou pelo silêncio. As defesas dos parlamentares tentaram adiar o interrogatório, sob alegação de que não tiveram acesso integral às provas, mas o pedido foi negado pelo ministro Cristiano Zanin.

As investigações começaram em 2020, após denúncia de Eudes Sampaio, que afirmou ter sido pressionado a pagar 25% do valor destinado à saúde. Segundo a Polícia Federal, a prática teria se repetido ao longo de cinco anos, envolvendo ameaças de morte e registros telefônicos de conversas entre Pacovan e os parlamentares.

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