Cabo da PM é condenado a 32 anos pelo assassinato de advogado em Araguaína
João Oliveira Santos Junior foi o último réu julgado no caso que também envolveu outros criminosos e motivação financeira
Por: Manchete do Tocantins
05/12/2024 • 18h00
O cabo da Polícia Militar do Pará, João Oliveira Santos Junior, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão pelo assassinato do advogado Danillo Sandes Pereira, ocorrido em julho de 2017. Além da pena de prisão, ele perderá o cargo público. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri de Araguaína, que considerou João culpado pelo crime, sendo o último dos acusados a ser julgado.
Outros réus já haviam sido condenados anteriormente, entre eles Robson Barbosa da Costa, mandante do crime, que recebeu uma pena de 39 anos de prisão. Wanderson Silva de Souza e Rony Macedo Alves Paiva também foram sentenciados a mais de 32 anos de reclusão. O julgamento de João Oliveira Santos Junior foi acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e foi marcado por intensos debates.
O crime envolveu o sequestro e assassinato do advogado, que tinha 29 anos. Ele foi morto a tiros por se recusar a fraudar informações em um inventário e exigir o pagamento de seus honorários. A investigação apontou João como o executor e Robson como o mandante, com motivações pessoais e financeiras.
João Oliveira Santos Junior foi condenado por homicídio triplamente qualificado, além de crimes de associação criminosa e ocultação de cadáver. Também foi reconhecida a formação de um grupo de extermínio, o que resultou no aumento de sua pena. A OABTO, por meio de sua presidente em exercício, Priscila Madruga, reforçou o compromisso com a justiça e o respeito às prerrogativas da advocacia.

